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O que a bagagem despachada em voos ensina sobre liberdade econômica

Por: Elite FM
Publicado em 02/10/2019

Como não existe “almoço grátis”, também não existe “ bagagem gratuita”. O pagamento pelo despacho de bagagens em voos, por mais impopular que seja, é uma lição interessante sobre o valor da liberdade econômica e da concorrência. Assim como no bordão liberal segundo o qual “não existe almoço grátis”, também não existe “bagagem gratuita”. O transporte das malas tem seus custos, que vão desde o pessoal necessário para levá-las do balcão de check-in até a aeronave e combustível para o transporte. E esses custos não desaparecem só porque um burocrata decidiu que o despacho de bagagem é “gratuito”. Em um cenário no qual as empresas não podem cobrar por esse serviço, elas repassarão essas despesas, repartindo-as igualmente entre todos os passageiros, inclusive os que viajam apenas com malas de mão. Em outras palavras, a “gratuidade” é ilusória, pois todos pagam; o mesmo efeito, aliás, ocorre sempre que o Estado obriga prestadores de serviço ou comerciantes a oferecer outros tipos de “gratuidades” ou benefícios: o preço sempre será pago pelos demais. Quando se deixa de lado a imposição intervencionista em favor da liberdade e da concorrência, os resultados costumam ser benéficos aos consumidores. É assim que, no caso da aviação, a possibilidade de cobrança pelo despacho de bagagem já serviu para atrair empresas estrangeiras que trabalham no sistema low cost, oferecendo tarifas mais baixas e permitindo que o passageiro pague apenas pelos serviços que efetivamente use. Injusto seria pagar pela bagagem dos outros.


Fonte: Gazeta do Povo