Como os servidores estão se preparando para a guerra contra o fim da estabilidade e perda salarial - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Como os servidores estão se preparando para a guerra contra o fim da estabilidade e perda salarial

Por: Elite FM
Publicado em 12/09/2019
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Um dos gastos mais elevados do governo é com a folha de pessoal, contanto servidores da ativa, inativa e pensionistas.| Foto: José Cruz/Agência Brasil/Gazeta do Povo


O Brasil precisa entender que a grande disparidade de remuneração entre o setor público e privado gera conflitos e sobrecarrega o contribuinte que não tem o devido retorno. Os servidores públicos federais começam a preparar suas barricadas contra a reforma administrativa prometida pelo governo Jair Bolsonaro. Sem espaço no Orçamento para reajustes salariais no próximo ano, os funcionários das principais carreiras civis do Estado, que são os ligados ao Executivo Federal, vão concentrar os esforços para evitar uma reforma tão "dura" quanto desejam o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia . Além de não conceder aumentos para o funcionalismo, a equipe econômica prepara medidas para conter os gastos com pessoal em uma reforma administrativa que pode acabar até mesmo com a estabilidade no serviço público - que impede que os funcionários públicos estatutários sejam demitidos. Salários iniciais mais baixos e uma progressão mais longa na carreira são a espinha dorsal do projeto que deve ser apresentado formalmente ainda neste ano.A reforma administrativa é mais uma das propostas do governo para desengessar o Orçamento, já que há pouco espaço para investimento públicos.O teto de gastos, criado para limitar o crescimento nas despesas, tem ameaçado levar à paralisia diversos órgãos do governo. Preocupados, principalmente, com o fim da estabilidade e a redução salarial, categorias estão se articulando e intensificaram o "lobby" no Congresso.  Ninguém quer perder vantagens, mas o contribuinte também não podem ficar sem os serviços essenciais por falta de dinheiro.É preciso garantir que a reforma administrativa seja "técnica", e não "ideológica, mas benesses e favores também devem atentar que todos são iguais perante a lei e as distorções devem ser corrigidas com  a reformulação de carreiras, com salários de entrada menores e promoções de carreira mais espaçadas. "Isso é possível de se discutir, pois são regras para um novo jogo. 

 

 

 


Fonte: Gazeta do Povo