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Contas públicas: Um ajuste fiscal que não prejudique os mais pobres é possível.

Por: Elite FM
Publicado em 07/09/2019

A máquina pública é o desastre da arrecadação de impostos. Desde 2014 o governo federal fecha as contas no vermelho. Em 2018, o rombo foi de R$ 120 bilhões. Com 93% de despesas obrigatórias, o orçamento federal está engessado. Por causa do aumento da despesa previdenciária, outras áreas recebem cada vez menos recursos. O dinheiro acabou e o governo não pode mais gastar. O ajuste fiscal só pode ser feito com aumento de impostos ou corte nas despesas. O Congresso não aprovará aumento de impostos. Resta a opção do ajuste fiscal por meio de cortes nas despesas. Um estudo do Banco Mundial para analisar os gastos públicos no Brasil conclui que os governos federal, estaduais e municipais gastam mais do que podem, que os recursos empregados são ineficientes e que boa parte das despesas privilegiam os ricos em detrimento dos pobres. Outro levantamento do Banco Mundial estimou que o Brasil gasta apenas 12,1% do PIB com os 40% mais pobres. Segundo um estudo do Ipea, um terço da desigualdade no Brasil se deve à atuação da administração pública. O Judiciário concentra a maior parte desses custos. Ele gasta em média R$ 236 mil/ano por servidor. Os salários dos funcionários públicos são 70% maiores do que os salários pagos para funções equivalentes no setor privado e três vezes maiores do que o salário de trabalhadores informais. Os governos permitiram a criação de benefícios e benesses em cadeia e agora  ninguém quer perder as mamatas e o Congresso não toma medidas por medo de perder votos.

 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm