Por que o governo insiste em mudar a pensão por morte. E por que a oposição reclama? - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Por que o governo insiste em mudar a pensão por morte. E por que a oposição reclama?

Por: Elite FM
Publicado em 30/08/2019
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Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O INSS pagou em 2018 R$ 136,3 bilhões só de pensão por morte.Um dos temas mais sensíveis da reforma da Previdência é a mudança proposta pelo governo para pagamento de pensão morte a dependentes de segurados do INSS e do regime próprio de aposentadoria da União. A equipe econômica conseguiu garantir na Câmara a possibilidade de pagar pensões menores e de restringir as regras de acumulação de benefícios. Mas a oposição ainda não desistiu e quer garantir no Senado que, pelo menos, que nenhuma pensão seja inferior a um salário mínimo. A mudança nas pensões garante cerca de 15% da economia total prevista pelo governo na reforma previdenciária. A regra atual estabelece que quando um segurado do INSS morre,o dependente passa a receber pensão igual a 100% ao benefício que era pago a aquele segurado, respeitado o teto do INSS. A regra proposta pelo governo e aprovada na Câmara prevê que o valor da pensão será de 60% o valor do benefício que o falecido recebia mais 10% por dependente que tiver o pensionista. O governo limitou, ainda, a acumulação de benefícios, que ao longo de todo o ano de 2018, a despesa com pensão por morte no INSS foi de R$ 136,3 bilhões.O  Brasil é o país que mais gasta proporcionalmente com pensão por morte em relação ao PIB. Gasto com pensão por morte equivale a 44% das aposentadorias por idade e tempo de contribuição. A média dos outros países é de 13%.Governo não produz renda e só pode gastar o que arrecada de modo que benefícios devem caber no orçamento sem  obrigar a sociedade a suportar os déficits  de gestão.

 


Fonte: Gazeta do Povo