O pacote de privatizações do governo Bolsonaro e seus reflexos no Paraná - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

O pacote de privatizações do governo Bolsonaro e seus reflexos no Paraná

Por: Elite FM
Publicado em 29/08/2019
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Usina de Itaipu/Foto: Frederick Moschkowich/Pixabay

A agenda de desestatização do governo federal no Paraná, que já previa a privatização das subsidiárias da Petrobras em Araucária e São Mateus do Sul, por exemplo, ganhou novos elementos na semana passada. Governo demonstra intenção de mexer em algumas das 'vacas sagradas' do estatismo. Não faz o menor sentido que o Estado atue diretamente na atividade econômica. Aliás, as estatais são muito mal administradas. O Brasil é  campeão mundial em estatais com 418. O primeiro caso é o da Eletrobras, que é também a detentora do lado nacional da Itaipu e a energia produzida ali só pode ser gerida pela Eletrobras no lado brasileiro, e pela Ande (a agência paraguaia de energia), no lado paraguaio. Ainda não há mais detalhes sobre o plano de privatização do governo para a Eletrobras. Ou seja, por ora, ainda não é possível saber como o governo federal irá resolver a equação. O que se sabe é que uma das manobras já foi descartada: a do golden share, que permitiria ao governo manter um papel acionário da Eletrobras , que desse direito ao controle nas decisões da empresa, ainda que privatizada. Para analistas de mercado, no entanto, ainda é muito cedo para prever o quanto a desestatização da empresa irá interferir em impostos pagos pela Itaipu ao estado paranaense ou aos royalties a diversos municípios afetados em sua área de atuação. Outro impacto no Paraná com relação à desestatização é a concessão de aeroportos, que está em curso. Os aeroportos de Foz do Iguaçu, Londrina, Afonso Pena (em São José dos Pinhais) e Bacacheri (em Curitiba) foram incluídos no lote bloco Sul. O leilão propriamente dito só deve ocorrer no segundo semestre de 2020.A verdade é que empresas estatais sempre tiveram o viés do empreguismo e  desvios de recursos em propinas e negociatas. O governo tem obrigação de imprimir eficiência na gestão desses ativos públicos, o que a iniciativa privada sabe fazer melhor.


Fonte: Gazeta do Povo