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O poder das palavras

Por: Elite FM
Publicado em 24/08/2019

Quem de nós já não tentou ajudar uma criança da família, em casa, e não avançou um centímetro, diante da célebre frase: “mas a professora disse que é assim!”?  Benditas palavras da professora. Será que essa professora tem a real dimensão da potência da sua palavra? Compreende de fato o “poder” para o bem ou para o mal que emana da sua fala? Que, dependendo da situação, será bem-dita ou mal-dita? Para falar sempre há tempo,mas  desdizer é algo mais complexo e profundo. Espalhar penas  é fácil, impossível recolhê-las. Nunca teremos a certeza de que, de fato, apagamos o mal entendido. Humanizamos pela palavra e, por meio dela, defendemos o direito do ser humano na sua integralidade. Montaigne defende que as palavras pertencem metade a quem fala e metade a quem ouve. Logo, não temos poder sobre o entendimento das mesmas em relação a quem nos ouve, quer por imperícia nossa ou do receptor. Diz-se que a boca fala daquilo que o coração está cheio. Humanizamos pela palavra e, por meio dela, defendemos o direito do ser humano na sua integralidade, a fim de que o espaço da dignidade não seja extorquido de nenhum cidadão. Em uma de suas composições, Renato Russo registrou, de forma contundente: “palavras cortam mais do que as facas. Elas não perfuram a pele, rasgam a alma”. A escola deve ser, por excelência, um templo de qualificação humana, pois, ao garantir o direito de aprender, constrói sentido ético e estético para a palavra, expandindo-a na comunicação. Afinal, todo ato pedagógico é um ato de comunicação. E a comunicação está mais nas entrelinhas que nas linhas. Sua ressonância é mais subjetiva que objetiva.


Fonte: Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica da Editora Positivo