Esqueça a desigualdade e pobreza. A razão para tantos crimes no Brasil é outra - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Esqueça a desigualdade e pobreza. A razão para tantos crimes no Brasil é outra

Por: Elite FM
Publicado em 14/07/2019
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Foto: Polícia Federal/Gazeta do Povo

De acordo com um levantamento realizado em 2016, a cada 24 horas 7 pessoas são assassinadas no Brasil em casos de latrocínio, isto é, roubo seguido de morte. Os casos aumentaram 58% em 7 anos. A cada minuto, um veículo é roubado no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Latrocínio e roubo de veículos (sem falar no roubo de gigantescos reservatórios d’água) são crimes que demandam maior especialização por parte dos bandidos. Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, os dados mostram que pobreza e desigualdade social não estão entre os principais motivos para isso ocorrer. Os resultados de estudos confirmam os pressupostos básicos da teoria econômica do crime de Gary Becker, isto é, quando o indivíduo percebe que a expectativa de lucro da prática ilícita supera os custos percebidos, a tendência é de que seja efetuado o delito. Criminosos em potencial fazem um cálculo: quando percebem que o tráfico de drogas, o roubo e o furto serão mais rentáveis economicamente do que trabalhar em atividades econômicas de baixa qualificação, o mundo do crime passa a ser visto como mais vantajoso. Quando a probabilidade de ser detido pela polícia, julgado e condenado pelo crime é baixa, a criminalidade passa a ser mais atrativa. Entre 2015 e 2018, apenas 4,2% dos roubos registrados motivaram a abertura de investigações no Estado do Rio de Janeiro. Os demais casos são engavetados. Já a Polícia de São Paulo solucionou apenas 3,6% dos casos de roubo registrados no estado em 2018.O que não quer dizer que essa parcela ínfima dos criminosos foi efetivamente punida. A conclusão do bandido é que é mais vantajoso entrar no mundo do crime, logo ele planeja a atividade ilícita e a executa."Quando a Justiça falha,o crime compensa” assim pensa o marginal.


Fonte: Gazeta do Povo