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Força política deixará de mandar na divisão do dinheiro para universidades estaduais

Por: Elite FM
Publicado em 10/06/2019
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Foto:Soraia Sakamoto/Arquivo/Gazeta do Povo

Terceirização de serviços, indicadores de qualidade, bônus por eficiência e outros parâmetros fazem parte da proposta de estabelecer regras para a distribuição de recursos e alterar a forma de gestão das universidades estaduais, apresentada pelo governo do Paraná para os reitores das instituições. O assunto foi aventado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior quando mencionou que os repasses de verbas seriam definidos por meritocracia. Chamada agora de Lei Geral das Universidades Estaduais, a proposta havia sido nominada provisoriamente, no mês passado, como LEGU – Lei de Eficiência de Gestão Universitária. O primeiro ponto para entender a proposta é que, num primeiro momento, a discussão sobre a distribuição de recursos se aplica exclusivamente à verba de custeio, que representa cerca de R$ 130 milhões ao ano. Essa é a margem mais fácil de manejar, uma vez que os recursos já comprometidos, como folha de pagamento, são praticamente inegociáveis. Cerca de 90% dos R$ 2,5 bilhões destinados às sete universidades estaduais vão para pagar funcionários – 7.685 professores e 8.847 demais servidores, para dar suporte à formação de 97 mil estudantes, atualmente. O economista Michel Samaha, assessor da Superintendência Estadual de Ensino Superior quer mudar o sistema de divisão dos recursos sem o histórico da força política de cada região. O objetivo final é repassar recursos por meritocracia em todas as áreas da universidade. Também haverá normas para a prestação de contas por ser dinheiro público e a transparência recomenda que a sociedade saiba onde e como está sendo aplicado o repasse.


Fonte: Gazeta do Povo