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Quando a audiência é mais importante que a vida por trás de um crime

Por: Elite FM
Publicado em 31/05/2019

Obra do jornalista mineiro, Raphael Vitoriano, tece crítica sobre a espetacularização da cobertura jornalística de grandes tragédias e narra a história de uma chacina pelas perspectivas das vítimas e do assassino. Uma reflexão em tempos de fakenews e viralização de notícias via whatsapp. O que parecia ser um belo domingo em família na praça principal da pacata cidade de Bento Costa, em Minas Gerais, se transformou em um terrível pesadelo. Eram por volta das nove da noite quando sete tiros são ouvidos, vindos de uma rua próxima à praça lotada, espalhando pânico e terror. Sete corpos são encontrados em uma rua sem saída e, aparentemente, a única coisa em comum entre as vítimas é que todos tinham 26 anos. Inspirada em casos de comoção nacional, a obra Lentes Avulsas, do jornalista tem como ponto de partida o mistério que envolve uma chacina que comoveu o país: quem praticou o crime? A imprensa nacional noticiou tudo sobre o caso, menos a verdade. Sob a pressão da mídia, a polícia se vê obrigada a dar uma solução imediata à tragédia, vendo uma saída fácil ao atribuir o crime à uma quadrilha famosa por realizar assaltos a postos de gasolina e casas lotéricas na cidade do que buscar a fundo os verdadeiros culpados. O sensacionalismo das tragédias se sobressai ao fato de noticiar. Tudo pela audiência. E quem está errado nesse ciclo vicioso? O público que quer consumir cada vez mais esse tipo de matéria ou os veículos de comunicação que também precisam dessa audiência? Falta o crivo da veracidade dos fatos pois fica a pergunta: Será verdade tudo o que os noticiários divulgam? 


Fonte: Raphael Vitoriano - jornalista e administrador de empresas