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A dificuldade de consertar erros na gestão pública do governo

Por: Elite FM
Publicado em 27/05/2019

Quanto à administração financeira, é comum a comparação entre a gestão de um governo nacional e a gestão de uma empresa. Não raro, surgem propostas para que o governo nomeie como titular da Fazenda (hoje Ministério da Economia) um empresário ou executivo experiente e com histórico de sucesso na administração das finanças de alguma grande empresa. A princípio, a proposta pode parecer boa, mas há grande diferença. Inicialmente, vale lembrar que governo é uma entidade econômica que não produz um centavo de renda; logo, não depende nem de eficiência, nem da venda de produtos para obter receitas necessárias à cobertura de custos e o risco do negócio. O governo é um administrador que tem o poder concedido por lei para tomar uma parte da renda das pessoas e das empresas e, com o dinheiro arrecadado, contratar fornecedores privados e funcionários com a finalidade de executar obras (investimentos) e serviços públicos. O que acaba acontecendo é que, uma vez instalado, o setor público (que seria mais adequado chamar de setor estatal) organizado em três poderes – um que legisla, outro que executa e um terceiro que processa, julga e condena – fixa suas despesas e estima as receitas (tributos) necessárias para pagar a conta. Não importa se as contas públicas estão estouradas ou se a dívida pública atingiu níveis elevados e perigosos, a gastança não para de crescer. Os poderes, que fazem  seu orçamento não se importam  se o tesouro nacional tem o dinheiro disponível e sempre querem mais e o governo faz empréstimos, emite moeda, não está sujeito à falência, o que não acontece com uma empresa privada. Apesar disso, a sociedade brasileira e seus políticos se acostumaram a não discutir a frase simples que milhões de famílias e de empresas se fazem todos os dias diante da necessidade de equilibrar suas finanças: “de onde virá o dinheiro para pagar a conta?”. Não importa se as contas públicas estão estouradas ou se a dívida pública atingiu níveis elevados e perigosos, a gastança não para de crescer e os grupos de pressão seguem querendo cada vez mais dinheiro, coisa que se agrava à medida que o Produto Interno Bruto (PIB) não cresce e a tributação que dele deriva não aumenta no ritmo necessário.


Fonte: Gazeta do Povo