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Paraguai rejeita aumento de impostos sobre o cigarro que poderia reduzir o contrabando

Por: Elite FM
Publicado em 26/05/2019
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Foto:Divulgação/Congreso Nacional (Paraguay)/Gazeta do Povo

Executivo e Legislativo do país vizinho mostram atuações conflitantes em relação ao tema, de acordo com analista brasileiro. Um projeto de lei em trâmite no Legislativo paraguaio, que pretendia subir os tributos sobre os cigarros dos atuais 18% para o máximo de 40%, foi rejeitado na última semana pelo Senado do país vizinho. A medida era vista, no Brasil, como uma sinalização de boa vontade do Paraguai para atuar em parceria no combate ao contrabando de cigarros. A alíquota, no entanto, ainda seria muito inferior à de 71% praticada no Brasil. Em 2018, o país vizinho já havia anunciado um aumento de 16% para os 18%, fato que analistas consideraram que pouco coibiu a prática ilegal. Em nota, o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) avaliou que o aumento manteve o produto rentável aos contrabandistas, em comparação ao preço da mercadoria nos demais parceiros do Mercosul. No ano passado, o cigarro foi o produto contrabandeado mais apreendido no país, segundo a Receita Federal, chegando a R$ 1,3 bilhão. O s legisladores paraguaios, em larga medida, não reconhecem a gravidade do problema. Mesmo que o cigarro paraguaio atinja até 40% de tributos, continuará atrativo diante dos 71% aplicados no Brasil. O Brasil é o maior  comprador de cigarros do  Paraguai via contrabando, principalmente  das  maiores facções criminosas  que  com esse dinheiro  se abastecem de armas e equipamentos para todo tipo de crime.


Fonte: Gazeta do Povo