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Ciência na Escola: a aposta do governo para formar nova geração de pesquisadores

Por: Elite FM
Publicado em 24/05/2019

Programa tem quatro eixos principais e vai premiar iniciativas que levem a ciência ao ensino básico; educadores elogiam, mas fazem ressalvas. O governo Bolsonaro lançou recentemente um programa que, se cumprir seus objetivos, ajudará a formar uma nova geração de cientistas no médio prazo. Uma das grandes apostas do Executivo no primeiro ano de mandato, o Ciência na Escola envolve os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Os 114 milhões de reais reservados para o programa são modestos se comparados a outras iniciativas de governos anteriores – o Ciência Sem Fronteiras, controverso projeto de Dilma Rousseff, consumiu mais de 13 bilhões de reais sem resultados efetivos. Mas a nova meta é ambiciosa. O objetivo principal é aumentar a afinidade dos estudantes com a ciência para, no médio prazo, reduzir o déficit de pesquisadores no país. "Pesquisadores elogiam o fato de o programa não apresentar uma fórmula pronta, mas premiar propostas que demonstrem ser efetivas. De fato, iniciativas isoladas já acontecem país afora.A Universidade Federal de São Carlos, por exemplo, mantém o programa Futuro Cientista, que seleciona alunos de escolas públicas e faz um trabalho de imersão para incentivá-los a seguir carreira na área. Curitiba lançou o programa “Cientista na Escola”, cuja lógica é simples: as escolas se cadastram e requisitam a presença de cientistas para falar aos alunos sobre o que eles fazem. Mais de 15 mil crianças foram beneficiadas, segundo os cálculos da prefeitura. O Brasil precisa sair do sistema “copiar-colar” e produzir ciência para novos projetos “made in Brasil”,mostrando que a educação produz resultados práticos.


Fonte: Gazeta do Povo