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O que vai acontecer com os funcionários das estatais que serão privatizadas

Por: Elite FM
Publicado em 01/05/2019

É inconcebível que o Brasil tenha 418 estatais,(os EUA  tem menos de 15) sendo algumas menos eficientes que um zero à esquerda, ou pior, só geram prejuízo e mesmo assim distribuem lucro. O governo Bolsonaro pretende fazer o óbvio: privatizá-las e arrecadar 20 bilhões de dólares. Elas empregam 500.805 funcionários. No caso das estatais da União, por mais que esses funcionários tenham feito concurso, em geral o regime de contratação é diferente do que é aplicado aos servidores públicos de órgãos da administração direta e têm estabilidade e, por regra, não podem ser demitidos (a não ser em casos muito excepcionais e após um amplo processo). Já nas empresas públicas e sociedades de economia mista, que são braços da administração indireta, os funcionários são contratados por regime celetista – o que os aproxima da realidade de trabalhadores da iniciativa privada. A advogada Fernanda Assis Souza, sócia do escritório Chenut Oliveira Santiago Advogados, explica que os trabalhadores cujos contratos são regidos pela CLT não têm estabilidade – algo que já está consolidado no entendimento jurídico. Mas, no cotidiano das estatais, as demissões não são corriqueiras. “Para eles serem demitidos, precisa ter um motivo. Havendo privatização, existiria espaço para demissões ‘normais’, sem necessidade de justificativa A empresa privatizada não é nem mesmo obrigada a implantar um plano de demissões voluntárias. O problema do Brasil não é a quantidade de servidores públicos. São os salários .O dever do governo é fiscalizar para que a sociedade tenha bons serviços e não ser dono de 418 estatais, inchadas de funcionários(muitos ineficientes e improdutivos) com péssimas gestões e normalmente voltadas a interesses particulares ou de grupos.


Fonte: Gazeta do Povo