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Uma nova greve de caminhoneiros é inadmissível

Por: Elite FM
Publicado em 23/04/2019

A população brasileira viu-se apreensiva com a possibilidade do início de uma nova greve dos caminhoneiros. Com anúncio do aumento do diesel em R$ 0,10 a ala mais radical dos motoristas de caminhões afirmou que prepara uma greve. A paralisação dos caminhoneiros do ano passado causou efeitos catastróficos sobre a economia e a sociedade. Ocorreu em meio a uma série de ilegalidades: motoristas ficaram impedidos de trafegar nas rodovias; caminhoneiros que não queriam aderir à greve foram forçados a fazê-lo, inclusive aqueles que levavam insumos fundamentais; o abastecimento de itens como combustível, água e alimentos, praticamente cessou, causando dificuldades tremendas inclusive para as forças de segurança e hospitais. Estudos apontam que depois da greve do ano passado a renda dos caminhoneiros autônomos despencou. O tabelamento do frete teve também o efeito de aumentar a competitividade de outros modais e a busca por alternativas para o transporte de cargas, dificultando ainda mais a situação da categoria. A crise fará perdurar seus efeitos enquanto não houver um mínimo de bom senso para reconhecer o óbvio: não se consegue revogar a lei da oferta e da procura. Sabe-se que de 2009 a 2018 a frota de caminhões aumentou em pelo menos 40%. Essa diferença ocorreu, ao menos em parte, por conta da política de financiamento fácil para compra de caminhões dos governos Lula e Dilma. Como a produção do Brasil não aumentou na mesma proporção, os fretes caíram. Ou seja, se há caminhões demais e produtos de menos para serem transportados, o frete tende a baixar, e vice-versa.